A Samarco encerrou 2025 com o melhor desempenho operacional desde a retomada de suas atividades, em dezembro de 2020, reafirmando sua posição entre as principais produtoras e exportadoras de pelotas de minério de ferro do mercado transoceânico. Ao longo do ano, a mineradora produziu 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, volume recorde no período pós-retomada.
Toda a produção foi escoada por meio do terminal portuário próprio, em Ubu, no Espírito Santo, com o embarque de 140 navios destinados a indústrias siderúrgicas em diferentes continentes, que utilizam o minério na produção de aço.
No acumulado desde a retomada operacional até dezembro de 2025, a Samarco atingiu a marca de 50,52 milhões de toneladas produzidas e 500 navios embarcados, evidenciando a estabilidade e a eficiência de seu processo produtivo. Em outubro do ano passado, a empresa também alcançou outro marco histórico: 500 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério embarcadas desde o início de suas operações, em 1977.
Para o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, os resultados de 2025 refletem a maturidade da empresa neste novo momento. “Foi um ano que reafirmou nossa capacidade de superar desafios, corrigir rotas e seguir evoluindo com responsabilidade. Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente e decisiva no processo de reparação”, destaca.
Avanços na reparação e perspectivas para 2026
Além dos resultados operacionais, a Samarco avançou significativamente na execução do Novo Acordo do Rio Doce. Para 2026, a expectativa é concluir importantes etapas do acordo, com foco nas frentes de indenizações, reassentamento de comunidades e meio ambiente.
A projeção inclui a finalização das portas indenizatórias e das seis obras previstas no distrito de Novo Bento Rodrigues, definidas após a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2024. Na área ambiental, a empresa dará continuidade às ações de recuperação de nascentes e reflorestamento ao longo de toda a Bacia do Rio Doce.
Crescimento seguro e sustentável
Atualmente, a Samarco opera com cerca de 60% de sua capacidade produtiva instalada e segue em preparação para alcançar 100% até 2028, no Complexo de Germano (MG), e até 2029, em Ubu (ES). Para isso, a empresa já aprovou investimentos de R$ 13,8 bilhões, destinados à revitalização de plantas industriais, ampliação dos sistemas de filtragem e modernização de equipamentos.
“Ao aprovarmos o maior investimento da história da empresa e consolidarmos nossa posição entre os principais exportadores globais de pelotas, demonstramos que a Samarco está preparada para um novo ciclo de crescimento. Seguiremos firmes em nosso compromisso com as pessoas, com a segurança e com uma mineração cada vez mais sustentável e inovadora”, reforça Vilela.
Desde a retomada, a empresa também reformulou seu processo produtivo, eliminando o uso de barragens para disposição de rejeitos. O modelo atual adota o sistema de filtragem e empilhamento a seco, além de avançar no processo de descaracterização da barragem do Germano, que está em estágio avançado e tem conclusão prevista para este ano.
Desenvolvimento regional e geração de oportunidades
Para sustentar seus resultados, a Samarco conta hoje com cerca de 20,5 mil empregados, entre próprios e terceirizados, mantendo o compromisso com a contratação regional. Em Germano (MG) e no escritório de Mariana, 75,9% dos profissionais admitidos em 2025 são moradores das comunidades vizinhas. Já no Complexo de Ubu, em Anchieta (ES), esse índice chega a 67,4%.
“Esses números reforçam nosso papel como agente de desenvolvimento socioeconômico nas regiões onde atuamos”, ressalta o presidente da empresa.
Como parte desse compromisso, a Samarco ofertou, em 2025, 16 novas turmas de capacitação por meio do Programa de Cursos para Comunidade, com 12 cursos técnicos e quatro profissionalizantes, totalizando 535 vagas. Desde 2022, mais de 1.265 moradores das comunidades anfitriãs já participaram de 46 turmas, ampliando a qualificação profissional e as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
O Programa Força Local também seguiu em expansão no último ano, fortalecendo empresas da região e estimulando a diversificação econômica. Em 2025, 57 empresas concluíram sua formação na plataforma Empretec, metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fomentar o comportamento empreendedor e a gestão estratégica dos negócios.
Desde a criação do Força Local, em 2020, a Samarco já desembolsou R$ 5,1 bilhões em contratações com fornecedores locais, beneficiando mais de 4.400 empresas da região. Ao todo, 550 empresas foram certificadas no pilar de Desenvolvimento e Qualificação, e mais de 18.500 pessoas foram impactadas pelas ações de capacitação.
Compromisso com a reparação definitiva
Em 2025, o Novo Acordo do Rio Doce teve sua metodologia reconhecida pelo Prêmio Innovare, na categoria “Tribunal”, pela solução consensual de conflitos complexos. Considerado um dos mais importantes prêmios da Justiça brasileira, o Innovare é promovido pelo Instituto Innovare em parceria com o Ministério da Justiça, a Advocacia-Geral da União e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Desde a homologação do acordo, em novembro de 2024, até dezembro de 2025, foram destinados R$ 33,6 bilhões. Desse total, R$ 22,8 bilhões correspondem a obrigações diretas da Samarco, incluindo o pagamento de R$ 16,67 bilhões em indenizações para mais de 353 mil pessoas. Outros R$ 10,9 bilhões foram repassados aos entes federativos, fortalecendo políticas públicas e impulsionando o desenvolvimento econômico local.
Na área ambiental, a empresa alcançou 45,5 mil hectares cercados e protegidos para reflorestamento, o equivalente a 91% da meta de 50 mil hectares, além da proteção de 4,3 mil nascentes, correspondendo a 86% da meta prevista.
Desde 2015, os recursos destinados à reparação e compensação, somados aos valores executados pela extinta Fundação Renova, totalizam R$ 71,9 bilhões. O Novo Acordo do Rio Doce prevê investimentos globais de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.
“Trabalhamos para implementar o Novo Acordo do Rio Doce de forma a assegurar a reparação definitiva, compromisso que caminha em paralelo à nossa retomada operacional. A consistência da operação nos permite avançar de maneira segura e sustentável, promovendo desenvolvimento econômico e social e cumprindo rigorosamente todas as ações pactuadas. Tivemos avanços relevantes em 2025 e seguiremos firmes em 2026”, conclui Rodrigo Vilela.
Foto: Pedro Vilela / Divulgação