Meliponicultura capacita 60 famílias, fortalece o empreendedorismo e contribui para a recuperação dos ecossistemas.
A Bacia do Rio Doce vem se consolidando como cenário de uma iniciativa que une conservação ambiental e geração de renda: o Projeto de Meliponicultura, técnica voltada à criação de abelhas nativas sem ferrão. A ação beneficiou diretamente 60 famílias nos municípios de Mariana, Sem Peixe, Tumiritinga e no distrito de Ilha Brava, em Governador Valadares.
Mais do que uma atividade produtiva, a meliponicultura cumpre papel estratégico na preservação da biodiversidade. As abelhas nativas são fundamentais para a polinização, contribuindo para o reflorestamento, o equilíbrio dos ecossistemas e o fortalecimento da agricultura local. Ao mesmo tempo, possibilitam a produção de insumos de alto valor agregado.
Cada família participante recebeu 10 colmeias da espécie uruçu-amarela, além de insumos e suporte técnico contínuo. O projeto foi estruturado em etapas que envolveram capacitação prática, visitas mensais de acompanhamento, orientações sobre manejo básico e avançado, cuidados sanitários e boas práticas de higiene e coleta.
Os participantes também passaram por oficinas de produção de meliprodutos, como mel, própolis, pólen e sabonetes artesanais, ampliando as oportunidades de diversificação e agregação de valor à produção.
Desenvolvido no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, o projeto teve início em fevereiro de 2024 e foi concluído em fevereiro deste ano, consolidando-se como uma alternativa concreta para fortalecer a economia local de forma sustentável.
Além dos ganhos ambientais, a iniciativa apostou no empreendedorismo. Os produtores participaram de capacitações em marketing e comercialização, culminando na realização de feiras de negócios que ampliaram o acesso ao mercado consumidor.
Segundo Andréia Dias, analista ambiental da equipe de Biodiversidade da Samarco, o objetivo foi promover autonomia e sustentabilidade. “Buscamos fortalecer a meliponicultura como alternativa viável de geração de renda, aliando recuperação ambiental e desenvolvimento econômico”, destacou.
Ao final do ciclo de capacitação, os resultados evidenciam que a convivência com abelhas nativas, além de segura, representa um caminho promissor para reconstruir territórios, gerar oportunidades e impulsionar uma economia alinhada à preservação ambiental.
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