A Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Ouro Preto, será reaberta ao público no próximo dia 7 de julho, após passar por um amplo processo de restauração. A conclusão das obras representa um marco para a preservação do patrimônio histórico e para a valorização da memória coletiva da comunidade local.
Considerada uma das igrejas mais antigas de Minas Gerais, a matriz possui grande relevância arquitetônica, artística e simbólica. Ao longo dos anos, o edifício apresentou desgastes naturais provocados pelo tempo e pelas condições ambientais, o que exigiu intervenções especializadas para garantir sua integridade e continuidade como espaço religioso e cultural.
Mais do que um bem histórico, a igreja é um símbolo de identidade e pertencimento para a população. O local reúne, há gerações, celebrações religiosas, encontros comunitários e manifestações culturais que fortalecem os vínculos entre os moradores e sua história.
Moradora do distrito há mais de 50 anos, Serma de Souza Fortes destacou a importância da conclusão das obras. “A igreja é um patrimônio muito importante para a comunidade, conhecida por abrigar o Sino da Brasileira, único no Brasil. Sempre desejamos sua preservação. Agora estamos felizes com a proximidade da reabertura, que permitirá a retomada das celebrações e das visitas”, afirmou.
Restauração em etapas garantiu recuperação estrutural e artística
O projeto de restauração foi executado em três etapas, definidas a partir de estudos técnicos. A primeira fase contemplou ações emergenciais, com foco na contenção de danos e na prevenção de problemas que poderiam acelerar a degradação da estrutura, como infiltrações e instabilidades.
Na segunda etapa, os trabalhos se concentraram na recuperação arquitetônica e estrutural, incluindo a estabilização da capela lateral e a substituição de elementos comprometidos, como estruturas de madeira essenciais para a sustentação do imóvel.
Já a terceira fase teve como objetivo o resgate das características originais do templo, com destaque para a recuperação das primeiras camadas artísticas. Foram realizados trabalhos detalhados de prospecção e restauro, que permitiram identificar e valorizar pinturas, cores e elementos decorativos do século XVIII.
As obras foram viabilizadas por meio da Plataforma Semente, iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais voltada ao financiamento de projetos de relevância socioambiental, com foco em transparência e impacto positivo para a sociedade.
Foto: Semente / Divulgação