Em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Samarco divulgou um balanço das ações voltadas à preservação da biodiversidade e à recuperação ambiental em suas áreas de atuação nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os dados evidenciam a manutenção de aproximadamente 16 mil hectares de áreas preservadas, além do fortalecimento de programas de monitoramento da fauna, restauração florestal e educação ambiental.
As iniciativas integram a estratégia corporativa de gestão ambiental da companhia e estão reunidas no Relatório de Biodiversidade 2025, documento que consolida os principais resultados alcançados por meio de ações de conservação e recuperação dos ecossistemas.
Desde 2017, a empresa já realizou 26 campanhas de monitoramento da fauna terrestre e aquática, especialmente na unidade de Germano, localizada entre os municípios de Mariana e Ouro Preto. Os levantamentos apontam estabilidade na riqueza e diversidade das espécies registradas nas áreas acompanhadas, indicando a manutenção do equilíbrio ecológico nesses ambientes.
Entre os projetos desenvolvidos, um dos destaques é o Programa de Monitoramento de Fauna Atropelada, que busca reduzir os impactos sobre a vida silvestre nas vias internas da operação por meio de sinalização específica, campanhas educativas e registro sistemático de ocorrências. As informações coletadas subsidiam a adoção de medidas preventivas e de mitigação.
Outro importante indicador ambiental monitorado pela empresa é a presença do Puma concolor, a onça-parda, considerada uma espécie-chave para a avaliação da qualidade ambiental e da conectividade entre fragmentos florestais. A ocorrência do animal nas áreas de influência das operações é vista como um reflexo da preservação dos habitats naturais.
Restauração florestal e conservação de espécies
Até o encerramento de 2025, a Samarco contabilizava 15.917 hectares de áreas preservadas, extensão equivalente a mais de 22 mil campos de futebol. Além disso, foram restaurados 156,1 hectares de vegetação nativa em Minas Gerais e outros 44,2 hectares no Espírito Santo, na região de Ubu, em Anchieta.
Segundo o gerente de Meio Ambiente de Germano, Vinícius Loyola Lopes, a preservação dessas áreas representa a manutenção de importantes serviços ecossistêmicos, como a proteção de nascentes, a conservação da fauna e da flora e a manutenção da conectividade ambiental.
"Preservar quase 16 mil hectares significa manter vivos ecossistemas essenciais para o equilíbrio ambiental, garantindo a proteção de espécies e dos recursos naturais para as futuras gerações", destaca.
As ações de conservação também incluem o resgate de sementes e mudas antes da realização de intervenções ambientais autorizadas, priorizando espécies endêmicas, raras ou ameaçadas de extinção. O trabalho é complementado pelo Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), voltado à recomposição da vegetação nativa.
Educação ambiental alcança 25 municípios
Além das iniciativas de preservação, a Samarco mantém programas permanentes de educação ambiental direcionados a empregados, estudantes e comunidades localizadas em sua área de influência.
No último ano, as ações alcançaram 25 municípios, com a produção e distribuição de materiais educativos sobre a biodiversidade da Bacia do Rio Doce, incluindo vídeos, minidocumentários, livros, jogos pedagógicos e outros conteúdos didáticos.
O objetivo é fortalecer a conscientização ambiental, estimular práticas sustentáveis e ampliar o conhecimento sobre a importância da conservação dos ecossistemas, promovendo uma relação mais equilibrada entre desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais.
As iniciativas seguem diretrizes internacionais de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao programa Towards Sustainable Mining (TSM), referência global para a mineração responsável.
Foto: Samarco / Divulgação