As tradicionais festas juninas seguem impulsionando a economia mineira e fortalecendo o comércio varejista de gêneros alimentícios em diversas regiões do Estado. Em cidades históricas da Região dos Inconfidentes, como Mariana e Ouro Preto, onde as celebrações culturais e comunitárias mantêm forte tradição, a expectativa é de aumento na movimentação do comércio e maior procura por produtos típicos do período.
Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio mostra que 48,4% dos empresários do setor alimentício acreditam que as vendas durante as festividades juninas serão superiores às registradas em 2025. Outros 41% esperam desempenho semelhante ao do ano passado, enquanto apenas 10,1% projetam queda nos resultados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 27 de maio de 2026 com 402 empresas do segmento alimentício distribuídas por todas as regiões de planejamento de Minas Gerais.
O impacto positivo das festas juninas nos negócios é reconhecido por 87,1% dos empresários entrevistados, reforçando a importância econômica da data para supermercados, mercearias, padarias, atacarejos e pequenos estabelecimentos comerciais.
Na Região dos Inconfidentes, a expectativa acompanha a tendência estadual. Além das tradicionais festas realizadas por escolas, comunidades religiosas e associações de bairro, municípios como Mariana e Ouro Preto recebem eventos culturais que atraem moradores e visitantes, ampliando o consumo de alimentos e bebidas típicas da temporada.
Segundo a economista da Fecomércio, Gabriela Filipe Martins, as festas juninas continuam sendo uma importante ferramenta de estímulo à economia local.
"As celebrações juninas unem tradição cultural e atividade econômica. Para o comércio alimentício, representam uma oportunidade estratégica para ampliar vendas, fortalecer o relacionamento com os consumidores e valorizar produtos que fazem parte da identidade mineira", afirma.
Estoques reforçados para atender à demanda
O estudo mostra que 62% das empresas já haviam realizado investimentos para atender ao aumento esperado da procura, enquanto 12,2% ainda planejavam ampliar estoques antes do início das festividades.
Entre os produtos mais procurados pelos comerciantes estão a canjica (62,3%), o amendoim (60,1%), o milho (34,4%) e a pipoca (31,5%), ingredientes que compõem algumas das receitas mais tradicionais das festas juninas.
A preparação antecipada demonstra confiança dos empresários no potencial de consumo da data, especialmente durante a segunda quinzena de junho, período marcado pelas celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Redes sociais ganham protagonismo
Para atrair consumidores, 73,4% das empresas pretendem investir em ações promocionais. O Instagram lidera como principal ferramenta de divulgação, utilizado por 82,3% dos estabelecimentos, seguido pelo WhatsApp, citado por 47,9%.
A crescente digitalização do comércio também se reflete nos canais de venda. Embora 63,9% das empresas ainda não comercializem produtos pela internet, aquelas que atuam no ambiente digital têm no WhatsApp seu principal canal de relacionamento e vendas, utilizado por 77,1% dos negócios.
Pix lidera preferência dos consumidores
Entre os meios de pagamento, o Pix aparece como o mais utilizado durante o período junino, segundo 32,2% dos empresários entrevistados.
Já em relação aos gastos dos consumidores, a maior concentração das expectativas está nas compras entre R$ 70 e R$ 100, faixa apontada por 26,2% dos entrevistados, seguida pelos gastos entre R$ 100 e R$ 200, mencionados por 18,8%.
Para a Fecomércio, o cenário demonstra que as festas juninas continuam desempenhando papel importante na movimentação da economia, fortalecendo pequenos e médios negócios e impulsionando o consumo de produtos que fazem parte da cultura mineira.
Em cidades como Mariana e Ouro Preto, onde tradição, gastronomia e cultura caminham lado a lado, a expectativa é que as comemorações deste ano contribuam não apenas para manter viva uma das manifestações populares mais importantes do país, mas também para gerar renda e aquecer a economia local.
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