Um importante avanço para a produção de conhecimento científico e para a conservação ambiental na Bacia do Rio Doce foi apresentado por meio do lançamento do livro “Biodiversidade Rio Doce: um legado de pesquisas na bacia”. A publicação, desenvolvida pela Samarco em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), reúne os principais resultados de 35 projetos de pesquisa realizados por instituições brasileiras e internacionais, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a fauna, a flora e os ecossistemas da região.
A obra consolida estudos desenvolvidos no âmbito dos Planos de Ação para a Conservação da Biodiversidade Terrestre (PABT) e para a Recuperação e Conservação da Fauna Aquática (PABA), programas que integram as ações de reparação ambiental na Bacia do Rio Doce.
Os projetos foram selecionados por meio de editais públicos e envolveram pesquisas voltadas tanto para os ambientes terrestres quanto para os aquáticos. Ao todo, 35 iniciativas receberam apoio, sendo 32 direcionadas à biodiversidade terrestre e três aos ecossistemas aquáticos.
Conhecimento ampliado sobre quase 300 espécies
As pesquisas possibilitaram a ampliação do conhecimento científico sobre 296 espécies da fauna e da flora, abordando aspectos relacionados à conservação, monitoramento, distribuição geográfica e manejo ambiental.
Os estudos foram conduzidos por 21 instituições de ensino e pesquisa, com o apoio de mais de 70 parceiros nacionais e internacionais, fortalecendo a integração entre universidades, centros de pesquisa e organizações voltadas à proteção ambiental.
Segundo a coordenadora do projeto pela Samarco, a bióloga Juliana Lima, a publicação representa um marco na geração de informações qualificadas para subsidiar ações presentes e futuras de conservação.
“Somos um país com uma das maiores biodiversidades do planeta e, ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios relacionados à produção de conhecimento sobre diversas espécies. A iniciativa contribui para reduzir essas lacunas e gerar informações capazes de orientar estratégias de conservação na Bacia do Rio Doce”, destacou.
Transparência e rigor técnico
Para a gerente de Portfólio do FUNBIO, Manuela Muanis, a parceria garantiu transparência, qualidade técnica e credibilidade ao processo de seleção e execução das pesquisas.
De acordo com ela, os editais públicos permitiram identificar projetos de excelência e estruturar uma rede de produção científica capaz de gerar impactos concretos para a gestão ambiental da região.
“O objetivo foi assegurar que os resultados produzidos pelas pesquisas pudessem contribuir efetivamente para o manejo de espécies, o fortalecimento das políticas de conservação e a tomada de decisões baseadas em evidências científicas”, afirmou.
Legado para a conservação ambiental
Além de registrar descobertas e avanços científicos, a publicação deixa um legado para pesquisadores, gestores públicos e instituições ambientais, oferecendo uma base técnica consistente para o planejamento de ações de proteção da biodiversidade.
A iniciativa reforça o papel da ciência como ferramenta fundamental para a preservação dos recursos naturais e para a construção de estratégias sustentáveis de conservação na Bacia do Rio Doce, uma das regiões ambientalmente mais importantes do país.
Foto: Divulgação / Samarco