A Vale anunciou uma parceria inédita com o Mercado Central de Belo Horizonte, um dos mais tradicionais e emblemáticos patrimônios culturais de Minas Gerais. A iniciativa marca um novo modelo de patrocínio ao unir investimentos em infraestrutura, sustentabilidade e valorização cultural sem alterar a identidade do espaço, preservando o nome que há décadas faz parte da memória afetiva dos mineiros.
Reconhecido como um dos principais cartões-postais da capital, o Mercado Central é muito mais do que um centro de comércio. O espaço reúne história, gastronomia, artesanato, cultura e tradições que atravessam gerações, consolidando-se como um dos maiores símbolos da identidade mineira.
Em respeito a esse legado, a Vale optou por não exercer o direito de naming rights previsto em contrato. Em vez disso, a empresa adotará um modelo denominado Right Naming, preservando integralmente o nome "Mercado Central" e reafirmando o compromisso com a valorização do patrimônio cultural e histórico do Estado.
Segundo o diretor de Comunicação e Marca da Vale, Leandro Modé, a decisão foi construída a partir do diálogo com a comunidade e do reconhecimento da importância simbólica do Mercado para Minas Gerais.
"Se é importante para os mineiros, é importante para a Vale. Cultura é um dos pilares do nosso compromisso social. Ela promove o desenvolvimento sustentável dos territórios, amplia oportunidades, fortalece identidades e cria vínculos que transformam a sociedade. O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização", destacou.
Melhorias serão definidas pelos lojistas
Um dos diferenciais da parceria é o modelo participativo de gestão dos investimentos. As intervenções serão definidas a partir das demandas apresentadas pelos próprios comerciantes do Mercado Central.
As prioridades serão discutidas em assembleias e submetidas à votação entre os lojistas, garantindo que as decisões reflitam as reais necessidades do espaço. Caberá à Vale viabilizar financeiramente os projetos aprovados, contribuindo para modernizar a estrutura sem comprometer a identidade histórica do local.
Entre as ações previstas estão melhorias na infraestrutura, implantação de projetos voltados à sustentabilidade e iniciativas que fortaleçam o relacionamento entre o Mercado Central e a comunidade.
A expectativa é que as intervenções sejam executadas gradualmente até 2029, ano em que o Mercado Central completará 100 anos de história.
Para o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, a parceria representa um passo importante para garantir a preservação do espaço e sua evolução ao longo dos próximos anos.
"Essa parceria representa um olhar para o futuro sem perder de vista a nossa essência. Contar com uma empresa como a Vale, que respeita nossa história e valoriza a participação dos lojistas, é fundamental para seguirmos evoluindo", afirmou.
Patrimônio da cultura mineira
Com aproximadamente 24 mil metros quadrados, o Mercado Central reúne cerca de 400 lojas que comercializam produtos típicos da culinária mineira, artesanato, ervas, queijos, doces, cachaças, temperos, flores e diversos outros itens tradicionais.
Aberto diariamente, o espaço recebe cerca de 15,5 milhões de visitantes por ano, atraindo moradores, turistas brasileiros e estrangeiros em busca de uma experiência que traduz a essência da cultura mineira.
Ao estabelecer essa parceria, a Vale reforça sua atuação em Minas Gerais por meio do incentivo à cultura, da preservação de patrimônios históricos e do fortalecimento de espaços que fazem parte da identidade e da memória coletiva do Estado, contribuindo para que o Mercado Central continue sendo referência para as futuras gerações.
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