Durante reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada na quarta-feira (4), parlamentar pediu homenagem às 19 pessoas que morreram imediatamente na tragédia de 2015 e destacou que as consequências do desastre ainda atingem famílias e comunidades atingidas.
A memória das vítimas do rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana, foi lembrada durante a reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada na quarta-feira (4). Na ocasião, o vereador Ronaldo Bento solicitou aos parlamentares um minuto de silêncio em homenagem às 19 pessoas que morreram imediatamente em decorrência do desastre provocado pelo rompimento da estrutura da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP.
Durante sua manifestação, o vereador ressaltou a importância de preservar a memória das vítimas e manter o debate público sobre as consequências da tragédia, que completa 11 anos. O parlamentar também mencionou a implantação de um hospital universitário em Mariana como uma das iniciativas previstas no contexto dos acordos de reparação relacionados ao rompimento.
Ronaldo Bento destacou que a passagem dos anos não pode representar o esquecimento do episódio, especialmente diante das famílias que ainda aguardam respostas e a efetivação de medidas de reparação pelos danos sofridos.
“Eu solicito um minuto de silêncio para que essa data não passe mais um ano ao léu. Muitas famílias ainda se encontram desalojadas, aguardando que as empresas responsáveis estejam saldando as suas dívidas. Essa ferida jamais será apagada”, declarou o vereador.
O pedido de homenagem também reforça a necessidade de manter viva a lembrança das vítimas e acompanhar os desdobramentos dos compromissos assumidos pelas empresas responsáveis e pelas instituições envolvidas no processo de reparação.
O rompimento da Barragem de Fundão provocou uma das maiores tragédias socioambientais da história do Brasil, atingindo comunidades, rios, ecossistemas e milhares de pessoas ao longo da bacia do Rio Doce. Onze anos depois, a memória das vítimas permanece como um marco de responsabilidade, justiça e prevenção, diante da necessidade de garantir que acontecimentos dessa dimensão jamais se repitam.
Foto: Débora Cristina Oliveira / Divulgação